Tava esperando minha cartinha? Hoje consegui escrever cedo. Quatro anos se passaram. Uma vida. Que saudade! Sei que, do mesmo jeito que eu e seu roseiral ficamos inquietos neste período, a senhora também deve viver momentos intensos de saudade.
Fecho meus olhos e vejo os seus, pequenininhos. Durante muitos anos, em sua caminhada aqui, a senhora não conseguia chorar. Sei dos muitos momentos duros que viveu e que possivelmente travaram as lágrimas. Mas eu via tristeza em alguns desses momentos de lágrimas invisíveis.
Hoje, dia que marca duas datas importantes na sua vida, na vida dos seus filhos, netos e bisnetos, quero fechar os olhos e ver seu rosto e seu sorriso. Pode deixar lágrimas rolarem livremente, mas não por dor. Sim, por amor, saudade e gratidão.
Imagino o quanto foi difícil partir de regresso ao mundo espiritual justamente no dia do aniversário da sua primogênita -Tata. Mas peço que não deixe a tristeza tirar o brilho do seu olhar. Precisamos dele, mesmo espiritualmente.
Como sempre digo à Tata, hoje é dia de amor e gratidão, pois é celebrado o momento em que a senhora e papai a receberam para mais uma caminhada neste mundo. E também o momento do seu renascimento no mundo espiritual, depois de uma caminhada de provas, de aprendizado e de ensinamentos.
Estou de férias e viajando com Roberto. A senhora sabe como amo fazer isso. Em menos de um mês já passamos por tanto lugar! Comecei por Petrolina, onde encontrei Albertinho e conversamos muito sobre a senhora e Tia Nenem. Eita, até dançar carimbó em Belém do Pará eu dancei!
Hoje não estarei junto de nenhum grupo do Roseiral, espalhado por Recife, Paulo Afonso, Piranhas, São Paulo e Salvador, para participar das missas de agradecimento.
Pelos 52 anos em que me acompanhou nesta jornada agradeço agora e em todos os meus momentos, como nos lindos Pôr do Sol que tenho visto diariamente nestas férias. Este, na lagoa do Pitangui, em Extremoz, Rio Grande do Norte, dedico à senhora.
Tenha certeza que todos os dias penso na senhora, sempre associando com algo ou alguma coisa que me lembra bons momentos vividos ao seu lado.
Em Natal, no café da manhã não deu pra não falar em seu nome. Tinha mungunzá e arroz doce. Hummmm. Como não lembrar dos sábados em que eu, menina, corria para acompanhar seus passos na feira só pelo prazer de comer uma dessas duas delicias nordestinas.
É tão bom poder dizer “mamãe fazia isso”, “mamãe sempre disse isso”, mamãe gostava disso” e até “ Eita, isso parece com mamãe ". Roberto já acostumou e nem estranha. Ele sabe que pra mim (e pro seu Roseiral), você prossegue viva. Apenas está no outro lado do caminho.
Mamãe, sei que hoje a senhora já abraçou sua filha e amiga Tata em encontro espiritual permitido por Deus. Ela prossegue na caminhada terrena, experimentando a alegria de conviver com Sophia e Arthur, os netinhos dela.
Coloco aqui duas fotos que marcam a geração de primogênitas. Tata, Giovanna e Sophia com a senhora, para matar a saudade.
Que a mesma paz, amor, alegria, fé e gratidão sejam compartilhados por vocês duas.
Eu te amo. Ontem, hoje, sempre. Receba meu beijo em seus olhos e meu abraço de caranguejo. Fica em paz, querida!
Da sua filha tagarela e viageira,
Fecho meus olhos e vejo os seus, pequenininhos. Durante muitos anos, em sua caminhada aqui, a senhora não conseguia chorar. Sei dos muitos momentos duros que viveu e que possivelmente travaram as lágrimas. Mas eu via tristeza em alguns desses momentos de lágrimas invisíveis.
Hoje, dia que marca duas datas importantes na sua vida, na vida dos seus filhos, netos e bisnetos, quero fechar os olhos e ver seu rosto e seu sorriso. Pode deixar lágrimas rolarem livremente, mas não por dor. Sim, por amor, saudade e gratidão.
Imagino o quanto foi difícil partir de regresso ao mundo espiritual justamente no dia do aniversário da sua primogênita -Tata. Mas peço que não deixe a tristeza tirar o brilho do seu olhar. Precisamos dele, mesmo espiritualmente.
Como sempre digo à Tata, hoje é dia de amor e gratidão, pois é celebrado o momento em que a senhora e papai a receberam para mais uma caminhada neste mundo. E também o momento do seu renascimento no mundo espiritual, depois de uma caminhada de provas, de aprendizado e de ensinamentos.
Hoje não estarei junto de nenhum grupo do Roseiral, espalhado por Recife, Paulo Afonso, Piranhas, São Paulo e Salvador, para participar das missas de agradecimento.
Pelos 52 anos em que me acompanhou nesta jornada agradeço agora e em todos os meus momentos, como nos lindos Pôr do Sol que tenho visto diariamente nestas férias. Este, na lagoa do Pitangui, em Extremoz, Rio Grande do Norte, dedico à senhora.
Tenha certeza que todos os dias penso na senhora, sempre associando com algo ou alguma coisa que me lembra bons momentos vividos ao seu lado.
Em Natal, no café da manhã não deu pra não falar em seu nome. Tinha mungunzá e arroz doce. Hummmm. Como não lembrar dos sábados em que eu, menina, corria para acompanhar seus passos na feira só pelo prazer de comer uma dessas duas delicias nordestinas.
É tão bom poder dizer “mamãe fazia isso”, “mamãe sempre disse isso”, mamãe gostava disso” e até “ Eita, isso parece com mamãe ". Roberto já acostumou e nem estranha. Ele sabe que pra mim (e pro seu Roseiral), você prossegue viva. Apenas está no outro lado do caminho.
Mamãe, sei que hoje a senhora já abraçou sua filha e amiga Tata em encontro espiritual permitido por Deus. Ela prossegue na caminhada terrena, experimentando a alegria de conviver com Sophia e Arthur, os netinhos dela.
Coloco aqui duas fotos que marcam a geração de primogênitas. Tata, Giovanna e Sophia com a senhora, para matar a saudade.
Eu te amo. Ontem, hoje, sempre. Receba meu beijo em seus olhos e meu abraço de caranguejo. Fica em paz, querida!
Da sua filha tagarela e viageira,
Vanda.